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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O sentido Cristão no sofrimento humano


O SENTIDO CRISTÃO DO SOFRIMENTO HUMANO

Pode-se dizer que um homem sofre, quando experimenta um mal qualquer. A relação entre sofrimento e mal, no vocabulário do Antigo Testamento, é posta em evidência como identidade. Com efeito, este vocabulário não possuía uma palavra especifica para designar o sofrimento, por isso, defendia como mal tudo aquilo que era sofrimento.

Somente a língua grega, juntamente com o Novo Testamento serve-sedo verbo PASKO ( sou afectado por...) e graças a este termo, o sofrimento já não é directamente identificável com o mal, mas exprime uma situação na qual o homem sente o mal e, sentindo-o, torna-se sujeito de sofrimento.

Assim, a realidade do sofrimento levanta uma pergunta quanto à essência do mal: o que é o mal? 

Esta pergunta parece inseparável, num certo sentido, do tema do sofrimento. A resposta Cristã, neste ponto, é diversa daquela que é dada por certas tradições culturais e religiosas, para as quais a existência ē um mal de que é necessário libertar-se. 
O Cristianismo proclama que a existência é essencialmente um bem e o bem daquilo que existe. Professa a bondade do Criador e proclama o bem das criaturas. O Homem sofre por causa do mal, que é uma certa falta, limitação ou distorção do bem. Poder-se-ia dizer que o homem sofre por causa de um bem do qual não participa, do qual é, num certo sentido, excluído, ou do qual ele próprio se privou. Sofre em particular quando deveria ter participação num determinado bem - segundo a ordem normal das coisas - e não tem.

Por conseguinte, no conceito cristão, a realidade do sofrimento explica-se por meio do mal, de certa maneira, está sempre em referencia a um bem.